Eu acho que sou a culpada. Eu te fiz acreditar em uma mentira deslavada que nunca existiu.
Talvez seja o fato de ter entrado um cliente mal educado na loja ou então foi o fato de a máquina registradora não parar de travar, o motivo não sei só sei que comecei a chorar ao lembrar de nós dois e depois que comecei não consegui parar de pensar nas razões e nos motivos de nosso fim.
Fui eu sabe... Eu agi feito uma louca psicopata quando te via andando por aí cercado de garotas bonitas, quando via o seu sucesso e olhava pra vinha vida estagnada, eu não te amava... Eu só queria ficar contigo pra te destruir, só que no meio de tanto ódio, depois que você saiu batendo a porta eu senti amor.
Deve ser a merda da culpa mas você tem ocupado cada centímetro do meu cérebro e não esta sendo uma coisa muito produtiva, principalmente se atendo ao fato de que tenho que trabalhar para pagar as contas daquela droga de apartamento vazio. Você não está lá e fui eu quem te afugentou, por ironia do destino sinto sua falta e quando digo que sinto é muito, muito mesmo, além da conta.
Não sinto falta das coisas bobas como deitar no sofá e ficar babando na sua camisa enquanto você vê um filme idiota, eu sinto é falta de você deixando as coisas jogadas pela casa e rindo da minha raiva ao brigar com você, de brigar pelo lado da cama, pelo espaço no armário, por "quem comeu o meu pedaço de bolo". Sou masoquista, só pode ser, mas não ter com quem brigar me da solidão e a gente brigava o tempo todo pra depois pular na cama e se amar até o inicio do outro dia.
Então esta aí! Desculpa tá bom! Agora volta pra casa por favor e eu prometo que não não vou remexer no seu casaco, olhar a sua agenda, revirar a sua lixeira e atender o seu telefone. Prometo vou ser uma boa menina... Eu descobri que te amo então volta tá bom?!
Agora me deixa trabalhar porque vou tentar consertar aquela máquina estragada que já tem uma fila enorme na porta da loja.
Beatriz Kollenz
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domingo, 10 de março de 2013
sábado, 9 de março de 2013
Outono
Eu me apaixonei por ela em uma tarde de outono, quando a chuva cessava e o sol cismava em sair dentre as nuvens cinzas e carregadas de chuva.
A principio eu não a vi. Era só um vulto, um corpo escondido em uma capa de chuva amarela e desbotada, mas quando o vento levou aquela capa horrorosa embora eu pude ver o seu longo cabelo preto e os seus olhos azuis. Os olhos mais profundo que eu um dia vi, os olhos que traziam alegria e angustia com a mesma intensidade.
O mesmo vento que levou a chuva foi o que me trouxe o amor. Antes dela tristeza, dor, medo, alegria e amor eram só palavras e eu só conhecia a minha limitada realidade.
Me lembro de ficar ali, parado, observando-a correr atras daquela capa imunda, os seus cabelos dançando com o vento, os seus olhos brilhando entre os raios que trespassavam a chuva.
A partir daí a primeira coisa que aprendi foi a tristeza. A tristeza de não vê-la, a tristeza de não saber se um dia iria encontrá-la... Só ela eu podia sentir.
Depois me veio a alegria. Ela chegou sorrateira às seis e meia de uma quinta feira enrugada pelas ocorrência do dia. Quando achei que nada mais iria melhorar eis-me que a garota da capa surge, mais bela do que em minhas singelas memórias perguntando se podia sentar.
Conversamos durante todo o trajeto do ônibus e continuamos a conversar por mais duas horas após descermos no ponto. A alegria veio quando a beijei, quando senti seus lábios nos meus e vi toda a felicidade do mundo fluir pelas minhas veias.
O amor veio naturalmente enquanto passávamos o tempo juntos, sempre nos apoiando, sempre sorrindo, sempre cúmplices um do outro.
Agora vejo o que naquele tempo perdi. Enquanto eu mergulhava fundo nesse amor eu não pude ver que no fundo, ela desmoronava. Enquanto estávamos juntos ela se escondia em mim e eu não via o quanto ela estava sofrendo. Quando estava sozinha ela chorava e eu nunca entendi o porquê.
O medo veio quando a vi se afastar, os dias indo e nós separados, as ligações diminuindo, as visitas cada vez mais escassas. Eu me perdi na dúvida, senti a tristeza e tudo isso devido ao medo de perde-la. E aí eu enlouqueci, da forma que só o amor e o medo enlouquecem. Ninguém nunca diz mas o ciúme nos tira a razão, surge do medo da perda e desse medo nada de bom pode surgir.
Então eu fiz o que nunca deveria ter feito, eu que era a única âncora que a mantinha ali viva, parti. Mas não antes antes dizer o porquê, o porquê que nem mesmo lembro mais.
Perdi ela a mais de vinte metros do chão. Senti a dor, a dor do amor partido jogado junto do seu corpo. Dor em todos os lados, dor em todos os cantos da minha vida. E até hoje me lembro de seu rosto, a procuro em todos os lugares, luto para voltar àquela tarde de outono, a tarde em que conheci o meu amor. Vivo esperando a volta desse dia para conseguir dizer o quanto a amo, tudo, é isso que ela significa para mim... Nem estes trinta longos anos foram suficientes para esquecer da dor que senti quando não corri o suficiente para pegar nas suas mãos, puxa-la para perto e a impedir. Toda noite me lembro daquela cena. Ela pulando para um abismo vazio de onde nunca mais iria sair.
Beatriz Kollenz
A principio eu não a vi. Era só um vulto, um corpo escondido em uma capa de chuva amarela e desbotada, mas quando o vento levou aquela capa horrorosa embora eu pude ver o seu longo cabelo preto e os seus olhos azuis. Os olhos mais profundo que eu um dia vi, os olhos que traziam alegria e angustia com a mesma intensidade.
O mesmo vento que levou a chuva foi o que me trouxe o amor. Antes dela tristeza, dor, medo, alegria e amor eram só palavras e eu só conhecia a minha limitada realidade.
Me lembro de ficar ali, parado, observando-a correr atras daquela capa imunda, os seus cabelos dançando com o vento, os seus olhos brilhando entre os raios que trespassavam a chuva.
A partir daí a primeira coisa que aprendi foi a tristeza. A tristeza de não vê-la, a tristeza de não saber se um dia iria encontrá-la... Só ela eu podia sentir.
Depois me veio a alegria. Ela chegou sorrateira às seis e meia de uma quinta feira enrugada pelas ocorrência do dia. Quando achei que nada mais iria melhorar eis-me que a garota da capa surge, mais bela do que em minhas singelas memórias perguntando se podia sentar.
Conversamos durante todo o trajeto do ônibus e continuamos a conversar por mais duas horas após descermos no ponto. A alegria veio quando a beijei, quando senti seus lábios nos meus e vi toda a felicidade do mundo fluir pelas minhas veias.
O amor veio naturalmente enquanto passávamos o tempo juntos, sempre nos apoiando, sempre sorrindo, sempre cúmplices um do outro.
Agora vejo o que naquele tempo perdi. Enquanto eu mergulhava fundo nesse amor eu não pude ver que no fundo, ela desmoronava. Enquanto estávamos juntos ela se escondia em mim e eu não via o quanto ela estava sofrendo. Quando estava sozinha ela chorava e eu nunca entendi o porquê.
O medo veio quando a vi se afastar, os dias indo e nós separados, as ligações diminuindo, as visitas cada vez mais escassas. Eu me perdi na dúvida, senti a tristeza e tudo isso devido ao medo de perde-la. E aí eu enlouqueci, da forma que só o amor e o medo enlouquecem. Ninguém nunca diz mas o ciúme nos tira a razão, surge do medo da perda e desse medo nada de bom pode surgir.
Então eu fiz o que nunca deveria ter feito, eu que era a única âncora que a mantinha ali viva, parti. Mas não antes antes dizer o porquê, o porquê que nem mesmo lembro mais.
Perdi ela a mais de vinte metros do chão. Senti a dor, a dor do amor partido jogado junto do seu corpo. Dor em todos os lados, dor em todos os cantos da minha vida. E até hoje me lembro de seu rosto, a procuro em todos os lugares, luto para voltar àquela tarde de outono, a tarde em que conheci o meu amor. Vivo esperando a volta desse dia para conseguir dizer o quanto a amo, tudo, é isso que ela significa para mim... Nem estes trinta longos anos foram suficientes para esquecer da dor que senti quando não corri o suficiente para pegar nas suas mãos, puxa-la para perto e a impedir. Toda noite me lembro daquela cena. Ela pulando para um abismo vazio de onde nunca mais iria sair.
Beatriz Kollenz
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crônicas
domingo, 24 de outubro de 2010
Só
Acordou cedo, decidiu que a partir daquela manhã uma nova vida começava. Tomou um café ralo, sentou na cadeira bamba da sala para olhar o tempo pela janela. se vestiu e, enquanto colocava o casaco e se preparava para sair pela porta, pensou nos erros nas mentiras e como elas o tinham levado direto a fracasso. decidiu. Hoje ia dizer tudo, não queria mais fingir, ia pedir desculpa aos amigos que abandonou, ia visitar os filhos que não via a meses e dizer o quanto os amava, ia admitir as falcatruas ao chefe da empresa, implorar a ex-mulher que o aceitasse de volta, ia dar um basta em tudo que estava errado. 'Vai ser um novo dia' ele pensou enquanto descia a rua... Só que de tanto pensar não viu o caminhão que virava em sua direção pela avenida e todo os seus planos terminaram, jogados no chão junto as estilhaços e cacos de vidro. Junto a seu frio e imóvel corpo.
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crônicas
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Borboletas...
Eu as vezes olho a janela e penso em como vão as coisas, e nas palavras e gestos que ficam para trás. E admirando a paisagem eu ainda penso no infinito de coisas que eu não sei e almejo entender. Parada ali eu penso em como o tempo está me afastando e eu pergunto 'quando ele vai me aproximar?', eu só queria entender isso. Qual seria lugar o qual eu pertenço? E se eu soubesse será que realmente deveria ir? Eu não entendo, eu continuo não entendendo, eu permaneço desejando descobrir o quanto mais a vida vai me tirar pra me dar em troca. Quando ela me der, será que vai ter valido pena tudo aquilo que foi perdido? A única coisa que eu queria mesmo é permanecer neste instante, poder passar a eternidade admirando o mundo desta janela e enquanto penso isso eu vejo outra borboleta passar...
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idéias
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
'If you're lost you can look and you will find me, time after time if you fall
I will catch you i'll be waiting, time after time
If you're lost you can look and you will find me, time after time if you fall I will catch you i'll be waiting, time after time' ♥
If you're lost you can look and you will find me, time after time if you fall I will catch you i'll be waiting, time after time' ♥
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
medo ...
'eu tenho medo de viver livre
eu tenho medo de não ser livre
eu tenho medo do que sinto
eu tenho medo de não sentir
eu tenho medo de andar na rua
eu tenho medo de não chegar perto
eu tenho medo de desejar
eu tenho medo do medo de querer
eu tenho medo da solidão
eu tenho medo de não ser livre
eu tenho medo do que sinto
eu tenho medo de não sentir
eu tenho medo de andar na rua
eu tenho medo de ter medo de andar
eu tenho medo de ficar pertoeu tenho medo de não chegar perto
eu tenho medo de desejar
eu tenho medo do medo de querer
eu tenho medo da solidão
eu tenho medo de tua companhia
eu tenho medo de não mais te ver
eu tenho medo de te ver um dia
eu tenho medo de não mais te ver
eu tenho medo de te ver um dia
Eu tenho medo do medo'
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sábado, 2 de janeiro de 2010
eu só te queria ao meu lado, nem que fosse só por um minutinho assim
mas está tarde, o relógio bate e eu não te vejo aqui...
mas está tarde, o relógio bate e eu não te vejo aqui...
ano novo mais solitário da terra .
já vi que esse ano vai ser dose ;p
já vi que esse ano vai ser dose ;p
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